Chutney de dióspiro é a sugestão que trago esta semana. Embora os dióspiros ao natural, polvilhados com canela, seja a minha forma preferida de os consumir, este ano, com uma quantidade difícil de escoar, resolvi experimentar um chutney. Poderia fazer uma compota doce, convencional, mas os frasquinhos de doce, para esta altura do ano, e na tentativa de aproveitar a fruta da época,  já atingiram a quantidade e variedade desejadas.

Chutney de dióspiro

Chutney de dióspiro

No meu livro Cinco Séculos à Mesa, apresento uma receita de chutney do Mestre João Ribeiro que é das melhores versões que conheço. Na base estão os alperces secos e as maçãs. No ano passado, e a propósito da preparação do livro, repliquei-a duas vezes. Mas não fui a única que me deixei entusiasmar por esta receita. A minha amiga Ilídia também a escolheu para iniciar a experimentação de algumas receitas do meu livro. Tão bom quando as “nossas” receitas são acolhidas noutras latitudes!

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Irei voltar a ela, mais próximo do Natal, mas agora era urgente aproveitar a fruta em excesso, por isso a escolha recaiu no chutney de dióspiro.

O chutney é uma compota avinagrada preparada geralmente com frutas ou legumes, que combina o salgado com o doce, condimentada com diversas especiarias, o que a torna perfeita para acompanhar pratos de carne, queijos e outros. A sua origem é a Índia. A Portugal chega através da nossa passagem por Goa. Os colonizadores ingleses disseminam-na pelo mundo.

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Chutney de dióspiro

Ingredientes: 1 kg de dióspiros; ½ kg de cebolas roxas; 200 g de araçás; 100 g de passas ou uva; 350 g de cenouras; 200 g de pimentos aos cubos; 350 g de açúcar amarelo; 30 g de gengibre fresco ralado; 1 pau de canela; 1 colher de sobremesa de bagas de zimbro; 1 malagueta; 600 ml de vinagre de vinho branco; sal.

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Preparação: 

Retirar a pele e caroços dos dióspiros e reservar a polpa. Cortar os legumes em cubos. Misturar todos os ingredientes excepto o dióspiro. Levar ao lume muito brando até estar quase cozido, mexendo pouco para não partir demasiado. Quando faltar cerca de 10 minutos para atingira a consistência desejada, acrescentar o dióspiros em pedaços. Deixar apurar, mas não em demasia pois tem tendência a secar ligeiramente depois de arrefecer. Colocar em frascos esterilizados e guardar em lugar fresco e seco.

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Serve para acompanhar alguns pratos de carne e em entradas diversas, nomeadamente com queijos de pasta mole.

Rende cerca de 6 frascos de 200 ml.

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