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Os jantares natalícios antes da Noite Grande têm-se sucedido a um ritmo alucinante, quase sempre com o bacalhau como Rei,  a anunciar uma consoada igualmente festiva e com o bacalhau a protagonizar a mesa.

O bacalhau do Mestre João Ribeiro que já partilhei pode ser uma boa opção para aproveitar as sobras da Consoada caso não vos apeteça a “roupa-velha”, versão replicada em tantas casas portuguesas. Na minha haverá certamente pois gosto muito dessa tradição.

Hoje fica outro prato de bacalhau. Foi o principal num jantar que abriu com um folhado de alheira e maçã, com salada de alface, maçã e toranja e que finalizou com uma mousse de chocolate e azeite, com caramelo e amendoins.

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Eis, então, a minha açorda de bacalhau.

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Açorda de Bacalhau com ovas do mesmo

Pão de centeio; postas de bacalhau cozido; ovas de bacalhau; azeite; caldo de peixe caseiro; alho; coentros; cebola; azeite; tomate; ovos.

Corta-se o pão em pedaços muito pequenos e ensopa-se no caldo de peixe uma vez que o bacalhau foi cozido a vapor. Refoga-se cebola muito picadinha (porque não se deve notar a cebola numa açorda), alho e talos de coentros muito picados em azeite e acrescenta-se o tomate. Adicionam-se as ovas de bacalhau previamente cozidas e desfeitas e o bacalhau lascado. Acrescenta-se o restante caldo de peixe caso seja necessário.

Juntar o pão ao refogado. Leva-se novamente ao lume, tudo bem envolvido e deixa-se ficar em lume brando até apurar. Retira-se e salpica-se com coentros. Serve-se com a gema de ovo crua que deve ser envolvida na açorda de forma vigorosa por cada um dos comensais.

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