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Chegou finalmente o momento de dar a conhecer «Cinco séculos à mesa. 50 receitas com História».

Este livro é o resultado de um percurso que venho trilhando nos últimos anos. O meu entusiasmo pela História da Alimentação cresceu ao longo da frequência do mestrado em Alimentação: fontes, cultura e sociedade na Universidade de Coimbra e não se esgotou com o fim desse ciclo. Enquanto investigadora do projeto transdisciplinar DIAITA – Património Alimentar da Lusofonia –, tenho tido a possibilidade de continuar uma linha de investigação que tanto me deslumbra. Por isso, a inevitabilidade deste livro.

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O livro exigiu muito da minha disponibilidade «fora de horas» mas foi, na mesma medida, dependente de muitas pessoas e circunstâncias. Foram muitos os que contribuíram de forma inequívoca para eu dedicar mais de um ano a esta aventura e que resulta nas páginas agora apresentadas.

Esta jornada foi vivida com muito silêncio e será, certamente, uma grande surpresa para a maioria dos meus amigos que não assistiram à sua construção, de forma direta. Porém, muitos foram cobaias na experimentação de receitas sem o saberem. As suas opiniões foram importantes e tidas em conta. Outros, acompanharam o processo, como a minha família. A viagem foi longa, trabalhosa e, em alguns momentos, extenuante. Foi muito bom contar com sua a colaboração  nas sessões fotográficas e, posteriormente, na degustação das receitas. Espero que a mesa seja sempre o nosso espaço de partilha. Agradeço a ajuda em todas as fases, nomeadamente na partilha de objetos para o foodstyling. Foi muito emocionante poder fotografar nas casas de família e usar peças que têm tantas histórias do passado e que, desejo, possam despertar a curiosidade dos mais novos do clã.

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A minha editora, Maria do Rosário Pedreira da D. Quixote|Leya, acreditou neste projeto numa altura em que o mercado está repleto de livros de gastronomia e culinária. Espero que o livro cumpra o que promete: fazer uma viagem de cinco séculos com a mesa como protagonista. É, igualmente, meu desejo que as palavras do Rui Breda transmitam o conceito por detrás do livro.

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Preparei a maioria das 50 receitas. Noutras, contei com a ajuda preciosa do restaurante Casa dos Suecos, do António Maia, a quem estou grata por me abrir a porta da sua casa e conduzir a equipa na concretização de algumas receitas. A sua validação por profissionais foi valiosa e inestimável para a honestidade que pretendi imprimir a este livro. Toda a equipa, mas em particular com a Isabel e a Carla, aprendi muito nos bastidores do restaurante.

As minhas fotografias foram beneficiadas pelas bonitas porcelanas da SPAL  que acolheram de forma entusiástica este projeto e associaram tão prestigiante marca ao livro. Também me orgulha ter o trabalho da Maria Manuel Lacerda ligado a este projeto. Conseguiu, com o seu design maravilhoso, construir o livro que eu tinha idealizado.

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O chef Hélio Loureiro deu-me a honra de abrir este livro com as suas palavras inspiradoras e o seu profundo conhecimento da História da Alimentação. Sempre reconheci na sua atividade um imenso respeito pelas tradições e pela cozinha honesta. O seu texto é um reflexo dessas premissas.

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Não quero encerrar esta breve narrativa sem referir todos os que, ao longo destes anos, têm contribuído para o meu fascínio pela História da Alimentação: investigadores, académicos, escritores, críticos e foodblogers. O seu trabalho é inspirador. Desejo que este livro também o possa ser.

Embora já se encontre em pré-venda em várias livrarias, a primeira apresentação será apenas em novembro. Depois anunciarei. A aventura ainda agora começou!