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Queriam fazer um bolo e eu cedi. Porque não? É fim de semana e apesar do calor não convidar a ligar o forno, há uma certa indulgência nestas pausas da semana onde me apetece quebrar todas as regras e rotinas.

Um dos livros de gastronomia que ultimamente ando a espreitar, não é propriamente uma novidade editorial. Trata-se de um livro de 2009 da Tessa Kiros sobre a gastronomia portuguesa. De resto, é sempre interessante ver como os de fora interpretam a nossa narrativa gastronómica.

O livro, além de visualmente ser muito apelativo, é fiel aos sabores mais tradicionais da cozinha nacional. Para além dos pratos mais típicos, Tessa inclui, ainda, receitas «emocionais». Receitas que lhe foram transmitidas por pessoas com quem se cruzou nesta viagem gastronómica a Portugal; que não remetem propriamente para as tradições mais genuínas do nosso retângulo, mas que contam a história dos que nele habitam. Como este bolo de cerveja…

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A receita foi-lhe dada por uma angolana com a indicação que deveria usar uma cerveja preta forte que dê bom sabor ao bolo. Assim se fez…

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Bolo de cerveja

Tessa Kiros | Sabores e Cozinha – Ao Encontro de Portugal, p. 203

Ingredintes:

175 g de manteiga sem sal amolecida(usei com sal)

175 g de açúcar ( usei amarelo)

3 ovos

1 colher de chá de extrato de baunilha

1 colher de sopa de leite

200 ml de cerveja preta

1 colher de chá de raspa de limão (usei laranja)

150 ml de mel

300 g de farinha de trigo

1 colher de chá de fermento em pó

1 colher de chá de bicarbonato de sódio

1 colher de chá de canela em pó

Raspa de noz-moscada

55 g de nozes ou outros frutos secos (usei amendois)

 

Preparação

Pré-aquecer o forno a 180 graus.

Untar uma forma redonda de 20 cm com manteiga e polvilhar com farinha.

Misturar a manteiga, o açúcar e a baunilha até obter um creme.

Adicionarvos ovos, um a um, batendo sempre.

Misturar o leite com a cerveja, a raspa de laranja e o mel.

Peneirar a farinha, o fermento, o bicarbonato e as especiarias para a massa anterior.

Misturar os frutos secos e transferir a massa para a forma.

Levar ao forno cerca de 50 minutos. Deixara arrefecer na forma cerca de 10 minutos antes de desenformar.

Este é um bolo húmido que se conserva bem durante vários dias ( isto se os comensais não forem gulosos).

Rende cerca de 12 fatias.

Depois das leituras no Sul, eis a seleção de livros para estes dias. Não há um critério esquemático nesta escolha e pode até, eventualmente, sofrer alterações, acrescentos… é uma escolha ao sabor do desejo de mergulhar em alguns clássicos  que ficaram a aguardar a sua vez; releituras que me fazem sempre bem; ensaios que são transformadores das nossas consciências; autores portugueses mais recentes que apetece descobrir; os consagrados e claro, sempre em busca de mais qualquer coisa que remeta para a História da Alimentação.

E vocês, o que andam a ler?

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