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2015 foi um ano profícuo em termos de edições sobre história da alimentação, gastronomia e culinária. Leio cada vez mais sobre estas matérias e algumas novidades são absolutamente incontornáveis e sedutoras.

2015 foi o ano em que a editora Relógio d’Água iniciou uma coleção que dará muito que falar (e escrever) sobre estas matérias- Tudo vai de começar… Artes de Mesa, coordenado pela Doutora Inês de Ornellas e Castro vai já com dois títulos que não passaram despercebidos a quem sabe do ofício.

Alexandra Prado Coelho fez a sua escolha de 2015, dos 10 livros que marcaram o panorama literário em Portugal nesta área, e ambos constam dessa listagem: o acima ilustrado «Do Comer e do Falar…» e o já antes referido aqui, «O Livro de Cozinha de Apício» da autoria de Inês de Ornellas e Castro.

Para além de terem em comum a editora, estas duas obras magníficas têm, igualmente, a chancela DIAITA. Este grupo de investigação, a que tenho o grato prazer de pertencer, tem desempenhado um papel relevante na investigação, mas também na publicação de obras e trabalhos que vão contribuindo, de forma efetiva, para um melhor conhecimento da História e Culturas da Alimentação.

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«A nossa mesa: receituário gastronómico da Figueira da Foz», embora seja uma edição camarária, é igualmente portadora da chancela DIAITA.

Também de uma investigadora deste projeto Luso-Brasileiro, saiu um livro que arrebatou logo um prémio. A Doutora Maria José Azevedo Santos escreveu, como sempre de forma rigorosa e elegante, sobre a Regra de Santa Clara. A Academia Portuguesa de História reconheceu o valor deste trabalho, atribuindo-lhe o prémio Joaquim Veríssimo Serrão.

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Comecei com o «Do comer e do falar…» e é com ele que termino. A minha amiga Ana Marques Pereira, uma das autoras da obra, fará o lançamento do livro, em Lisboa, no próximo dia 19, com a apresentação a cargo da Doutora Inês.

Fica o convite para os que são da capital ou a ela se possa deslocar.

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