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DA GULA

Nos idos anos quarenta do século passado, o escritor, poeta, professor e incontestável gastrónomo, Cardoso Martha, refere-se à doçaria figueirense como «escassa», mas ainda assim de qualidade. Lembra as argolas folhadas, «delícia dos que amam os doces secos, de farinha amassados com leite, e encapados de açúcar», da famosa Rosária, doceira com casa comercial junto ao Paço e não deixa por mãos alheias os bons créditos atribuídos às brisas e pastéis da Figueira, à data vendidos na pastelaria Santos e na Estrêla de Ouro. O bolo das Alhadas, as papas de moado e as tôrtas do Natal são as restantes gulodices enunciadas pelo gastrónomo.